Realidades baseadas na energia do medo
Publicado em 04 de outubro de 2015 às 12:33:00
Quem é que nunca se incomodou ao ver o mundo a sua volta e ao observar a própria vida? Todos nós passamos por isso e alguns, a grande maioria, ainda passa. Mas o que vem a ser esse incomodo, esse desconforto?
Quando o momento presente não nos agrada na verdade não estamos no presente, estamos perdidos, ou no passado ou no futuro. Quando não queremos estar aqui é sinal de que não estamos aqui, pois, se estivéssemos aqui, não estaríamos aqui a reclamar e sim a fazer algo útil e que nos agrade.
É fácil reclamar das coisas e esperar que mudem. O que é isso? Consciência de Vítima. O ser que tem consciência de vítima pensa que a realidade dele depende de tudo, menos dele mesmo. Quando estamos na consciência de vítima dificilmente encontramos paz e bem-estar, pois estamos sempre a medir o mundo e as pessoas a nossa volta o tempo todo e nos esquecemos de nós mesmos e do que realmente interessa, o interior, nossa verdade máxima.
Quando nos voltamos para dentro e deixamos que o mundo seja ele mesmo e que as pessoas no mundo sejam elas mesmas, somos crucificados pelo mundo e pelas pessoas mas, ao mesmo tempo, sentimo-nos bem. Esse estado de estar bem, que não vem de uma hora para outra e sim é algo que vem paulatinamente é resultado de um aumento de consciência ao liberar o mundo e, por consequência, liberar a nós mesmos do que é externo. Isso é algo que qualquer mortal consiga, tudo bem que muitos não conseguirão permanecer nesse estado a todo momento, mas é um exercício diário e, com o passar dos ciclos vai se a se tornar algo mais e mais natural. Mas de vez em quando, o nosso velho eu, o eu sofredor tenta roubar a cena novamente, mas como já temos experimentado a paz de não tentar controlar o mundo e nem a nós mesmos, conseguimos facilmente retornar ao bem-estar que, na verdade é a nossa verdadeira condição.
Quando saber se nossa realidade é baseada no medo? Quando nós nos sentimos bem frente ao momento presente e isso é sinal de que estamos a sabotar a nós mesmos. Como se pode ver temos ferramentas que nos posicionar, o SOE(Sistema de orientação emocional) e o mais engraçado disso tudo é que o SOE soe sempre que necessário tal qual uma sirene. Contudo, a educação castrante que temos recebido não nos ensinou que deveríamos nos orientar pelo que está dentro e não pelo que se encontra no interior. Infelizmente nossos pais não sabiam disso e alguns de nós tivemos que aprender tais coisas sozinho e a duras penas. Mas valeu a jornada nos vales do medo. Um grande aprendizado. O medo é um legado e sempre estará conosco, mas cada vez mais como um aprendizado apenas, uma lembrança.
Em que basearemos a nossa realidade, no medo ou no amor? Escolhamos!