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Não existem vagabundas em meu mundo

Publicado em 17 de agosto de 2013 às 19:21:47

Bem o termo vagabundas é um adjetivo informal depreciativo usado para descrever mulheres que não são prostitutas mas possuem uma vida amoral. Bem, não precisa nem dizer que um termo desse só pode ter sido cunhado por um humano convencional, um tolo. Contudo, não existem vagabundas em meu mundo.


A sociedade deixou claro que tudo que vai contra os bons costumes é amoral. Tudo que vai contra uma regra de conduta preestabelecida por um grupo, uma sociedade. Mas agora a questão é. Que liberdade há em seguir regras baseadas no julgamento de certo e errado? Somente um tolo encontra alguma lógica nisso. Que liberdade há em se viver assim? Não nos admira o ser humano convencional viver tão ansioso, depressivo, com baixa estima. Como não poderia se o mesmo encerra a si mesmo em uma caixa minúscula. Uma caixa cujas paredes são nada mais nada menos que preceitos limitantes cunhados com base na dicotomia. No entanto, não existem vagabundas em meu mundo.


Todos aqueles que ousaram sair daquela caixa foram taxados de amorais, bruxos, bruxas, feiticeiros, feiticeiras e foram julgados e executados em praça publica para que ninguém mais ousasse tentar sair da jaula dos bons costumes.


Que mal há em uma pessoa que gosta de experimentar a si mesmo e os outros sem o menor apego? Que mal há se uma pessoa não se apega a ninguém e quer somente sentir tais pessoas e pronto? Está bem que a maior parte dessas pessoas estão desequilibradas pois são escravas do prazer. Mas o moralista também o é. Mais equilibrada é a vagabunda do que o moralista pois o moralista subjuga-se a si mesmo a um sistema fora dele mesmo, ao passo que a vagabunda é escrava de seu desejo, de sua mente e não do sistema moral. Como pode um escravo moral dar sermão para aquele que não mais é escravo da jaula da moral? Ele nem mesmo tem liberdade de escolhas pois elas já foram listadas e é tudo que ele tem.


Diante de tudo isso quem haverá mais probabilidade de ser feliz? Ora o mais livre tem mais chances de provar uma energia chamada felicidade pois a vida se torna mais leve, mais branda, mais simples.


Por quê não nos libertar dos grilhões da moral e dos bons costumes e nos curvarmos perante o coração e fazermos da intuição, da vontade o nosso único guia?  Eis o caminho justo ao amor e tudo que nele se encerra: felicidade, amor, júbilo.


Decida! Amor ou não amor?

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